O juiz Daniel Luz, titular da Vara Única de Pio XII, presidiu nesta quarta-feira (6) o julgamento de Gabriel de Oliveira Sousa, acusado de participar de uma chacina que resultou na morte de três pessoas e deixou outra ferida na Vila Patativa, em 9 de setembro de 2024. As vítimas fatais foram Maria de Fátima da Conceição Santos, Júlio César Joaquim de Sousa e Carlos Henrique Oliveira Costa. A quarta vítima, identificada como P.K.L., sobreviveu.
Segundo a denúncia, Gabriel e um comparsa, Luciano Sena, viajaram de Santa Inês a Pio XII com o objetivo de matar as vítimas, utilizando armas de fogo e agindo de forma a impedir qualquer defesa. Durante a ação, três pessoas foram atingidas dentro de uma residência — duas morreram no local e uma agonizava quando a Polícia Militar chegou. P.K.L. conseguiu se esconder e testemunhou todo o crime, apontando Gabriel como autor dos disparos contra Maria de Fátima e Carlos Henrique, e Luciano como responsável pela morte de Júlio César.
Nas proximidades, Luciano foi encontrado morto em uma área de mata, atingido por disparos de forma acidental. A polícia encontrou na casa drogas, armas e munições, levantando a suspeita de que as vítimas estariam envolvidas em atividades criminosas. Gabriel foi preso em flagrante, e as provas reunidas — depoimentos, imagens do local e o relato da sobrevivente — confirmaram a autoria e materialidade dos crimes.
Ao final do julgamento, o magistrado considerou procedente a acusação e fixou a pena de Gabriel em 64 anos e nove meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, pelo concurso material dos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

