A exposição Costura de Cores Ancestrais – A Retomada, integrante do projeto artístico Direito à Memória, será aberta nesta quarta-feira (25), às 19h, no Chão SLZ, no Centro Histórico de São Luís. A entrada é gratuita e aberta ao público.
A mostra, idealizada e dirigida pela artista manauara Keila-Sankofa, propõe uma releitura histórica de imagens de pessoas negras e indígenas registradas durante a expedição fotográfica Thayer, realizada na Amazônia no século XIX, marcada por teorias racistas e registros considerados violentos e desumanizadores.
A proposta da exposição é ressignificar essas imagens por meio da arte, reconstruindo a memória e a identidade dessas pessoas, que, segundo a artista, tiveram suas histórias apagadas ou distorcidas ao longo do processo colonial. A iniciativa busca apresentar novas narrativas que valorizem a cultura, a origem e a humanidade dos retratados.
A exposição já foi apresentada em diferentes espaços de Manaus e chega ao Maranhão como a primeira circulação fora do Amazonas. O projeto foi contemplado por edital de fomento cultural e conta com apoio de instituições culturais e órgãos públicos.
Programação inclui debate e minicurso
Além da exposição, a programação contará com uma mesa de debate intitulada “Chão e Direito à Memória”, com a participação dos artistas Keila-Sankofa e Dinho Araújo, marcada para quinta-feira (26), às 19h, também no Chão SLZ.
Já nos dias 2 e 3 de abril, será realizado o minicurso “Memória interrompida: arquivos coloniais e reparação histórica”, ministrado por Patrícia Melo, responsável pela assessoria histórica da exposição. A atividade ocorrerá das 15h às 18h, com acesso gratuito.
O projeto Direito à Memória, desenvolvido desde 2019, utiliza a arte como ferramenta de reconstrução histórica e valorização das memórias de populações negras e indígenas, propondo uma reflexão sobre o apagamento histórico e a importância da preservação da memória coletiva.

