Campanha nas escolas reforça vacinação contra HPV no Maranhão

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), intensificou nesta quarta-feira (16) as ações da Semana de Intensificação da Vacinação nas Escolas no Maranhão. A iniciativa tem como foco ampliar a cobertura vacinal entre adolescentes de 15 a 19 anos, especialmente contra o HPV, por meio de palestras educativas e aplicação de vacinas diretamente nas escolas.

No Centro de Ensino Bernardo Coelho de Almeida, em São Luís, onde estudam 223 alunos, técnicos da SES ministraram a palestra “Saúde e HPV”. O evento abordou formas de contágio, prevenção e os subtipos mais perigosos do vírus como os tipos 6, 11, 16 e 18 responsáveis por diversos tipos de câncer, incluindo o de colo do útero, garganta e pênis.

A chefe do Departamento de Controle das Doenças Imunopreveníveis da SES, Halice Figueiredo, ressaltou que ações como essa facilitam o acesso dos jovens à vacina e reforçam a importância da prevenção.

“Trabalhar diretamente dentro das escolas garante maior adesão e cobertura. A ideia é resgatar os estudantes que ainda não se vacinaram e atualizar a caderneta desse público”, afirmou.

A vacinação segue até o dia 30 de abril em instituições de ensino dos 217 municípios maranhenses. Segundo o coordenador do Programa Saúde na Escola (PSE), Jadilson Neto, a mobilização já abrange mais de 9 mil escolas e pretende atingir 1,9 milhão de crianças e adolescentes.

“Essa ação facilita o acesso e amplia a proteção dos nossos jovens com informação e vacina no mesmo espaço”, destacou.

Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que, até 8 de abril, 68,91% das meninas e 52,55% dos meninos no Maranhão foram vacinados contra o HPV. A vacina protege contra vários tipos de câncer e outras infecções relacionadas ao vírus.

A coordenadora pedagógica da escola, Maria Raimunda Araújo, reforçou a importância de levar a vacina até os estudantes. “Se depender de irem ao posto, muitos não vão. A vacina na escola facilita e garante a proteção desse público”, disse.

As alunas Letícia de Alencar, 16, e Maria Clara Froz, 17, aprovaram a iniciativa. Letícia destacou a relevância da informação. “Tem gente que ainda não sabe a gravidade. Esses esclarecimentos são importantes”, disse. Já Maria Clara valorizou o acesso fácil: “A escola é o lugar onde os alunos estão, então é ideal para informar e vacinar”.

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