O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar réus os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).
O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e, até o momento, os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia votaram a favor do recebimento da denúncia. O relator do caso, ministro Zanin, afirmou que há “indícios suficientes” para dar andamento ao processo, ressaltando que, nesta fase, não há julgamento de mérito, apenas a verificação da materialidade dos fatos.
A defesa dos acusados contesta as acusações, alegando falta de provas e questionando a legalidade das investigações. O julgamento virtual segue até o dia 11 de março, com os votos dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux ainda pendentes.

