Aumento de 36% nos casos de feminicídio em 2024 preocupa autoridades no Maranhão

O Maranhão registrou um aumento alarmante de 36% nos casos de feminicídio em 2024. No total, foram contabilizados 68 crimes, 18 a mais que os 50 registrados em 2023. A Polícia Civil ainda trabalha na consolidação dos dados, o que pode elevar ainda mais os números.

O feminicídio é caracterizado por assassinatos motivados por discriminação de gênero, frequentemente cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Os crimes geralmente estão relacionados a ciúmes, suspeitas de traição ou à recusa em aceitar o término de um relacionamento.

Indícios de violência e o ciclo de abusos

Susan Lucena, diretora da Casa da Mulher Brasileira de São Luís, afirma que o feminicídio é o desfecho de uma “morte anunciada”. Ela explica que, em muitos casos, os sinais de alerta começam com o afastamento da vítima de sua rede de apoio, como familiares e amigos. Em seguida, o agressor destrói sua autoestima e cria uma dependência emocional e financeira, aumentando sua vulnerabilidade.

Após o término, a rejeição do parceiro em aceitar o fim do relacionamento eleva consideravelmente o risco de feminicídio.

“Sem medidas protetivas e denúncias, as mulheres ficam extremamente expostas ao perigo”, destaca Lucena.

Conscientização como arma de combate

A conscientização é considerada a principal ferramenta para combater o feminicídio. Identificar sinais de um relacionamento abusivo, conhecer direitos e buscar apoio são passos fundamentais para prevenir tragédias.

Canais de denúncia e apoio disponíveis no Maranhão

  • Telefones:
  • 190 – Para flagrantes.
  • 180 – Atendimento especializado.
  • 181 – Disque-denúncia.
  • Aplicativo Salve Maria Maranhão:
    Permite registrar boletins de ocorrência, solicitar medidas protetivas e acionar a polícia por georreferenciamento.
  • Casa da Mulher Brasileira:
    Atendimento 24 horas em São Luís, reunindo diversos serviços de apoio às vítimas em um único local.

As autoridades reforçam a importância de que denúncias sejam feitas e que as vítimas busquem proteção o quanto antes para evitar que os sinais de violência se transformem em tragédias irreversíveis.

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