Na manhã desta segunda-feira (9), moradores da Cidade Operária realizaram um protesto contra o aumento nas contas de água, que atribuem à instalação de hidrômetros pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA). A manifestação aconteceu na Avenida 203, em frente ao Centro Educa Mais Paulo VI, no sentido da UEMA, reunindo cerca de 30 pessoas.
Durante o ato, pneus foram queimados para bloquear a pista, causando congestionamento na região por aproximadamente uma hora. Os manifestantes afirmaram que irão continuar protestando todas as segundas-feiras até que o problema seja resolvido.
Os moradores das unidades 203 e 205 alegam que, desde a instalação dos hidrômetros em dezembro de 2023, as faturas de água subiram drasticamente. Segundo eles, a CAEMA havia prometido que a cobrança seguiria a média de consumo por três meses, mas, a partir de março, os valores aumentaram, com algumas contas chegando a R$ 400,00.
Pedro Henrique, líder do movimento, relatou que, apesar de três audiências públicas com representantes da CAEMA, do governo do estado e do Ministério Público Federal (MPF), o compromisso de refaturar as contas não foi cumprido. A CAEMA teria justificado o aumento como resultado de desperdício de água, mas os moradores contestam, alegando que a maioria das residências não apresenta vazamentos.
Pedro também afirmou que, após o protesto, nenhum representante da companhia entrou em contato. “A única conversa que quero com eles é sobre o refaturamento das contas”, declarou.
Em nota, a CAEMA negou que a instalação dos hidrômetros tenha causado aumento no consumo. A companhia argumentou que os dispositivos permitem uma aferição precisa e promovem justiça tributária, com o consumidor pagando apenas pelo que consome.
A empresa também garantiu que as reclamações sobre alterações nas faturas estão sendo analisadas e que os hidrômetros seguem as normas do INMETRO. Os moradores prometem intensificar os protestos até que as contas sejam refaturadas.

