O Maranhão foi um dos estados alvos da 7ª fase da Operação Sinergia, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), que investiga um esquema de sonegação fiscal no comércio e produção de sucata de cobre, fios e vergalhões. As ações envolveram o cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão em 16 cidades de oito estados, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pará, Ceará, Paraíba e Maranhão.

A fraude gerou um prejuízo estimado em quase R$ 900 milhões aos cofres públicos de Minas Gerais, onde se concentra a maior parte das irregularidades. Empresários do setor utilizavam empresas fantasmas para adquirir matéria-prima sem nota fiscal e forjar operações de venda interestaduais, evitando o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Além da sonegação fiscal, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Esquema sofisticado

As investigações revelaram um esquema altamente estruturado, com falsificação de notas fiscais, comprovantes de pagamento e documentos de transporte emitidos por transportadoras. As empresas de fachada usavam endereços falsos para se registrar, simulando legitimidade perante o Fisco.
No Maranhão, a operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei), além da Polícia Civil e Polícia Militar.
Força-tarefa nacional

A Operação Sinergia, iniciada em 2021, é coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais e reúne diversas instituições, como as Receitas Estaduais, Ministérios Públicos e forças de segurança de estados envolvidos. A fase atual mobilizou 21 promotores de justiça, 85 auditores fiscais, 75 policiais militares e 58 policiais civis.
As ações seguem para aprofundar as investigações e identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.

