A Justiça de Pernambuco decretou nesta segunda-feira (23) a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, nome artístico de Nivaldo Batista Lima, e do empresário Bóris Maciel Padilha, como parte da Operação Integration, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração de jogos do bicho e jogos de azar. A decisão foi proferida pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Além do cantor, outros 19 acusados, incluindo a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra Santos e sua mãe, Solange Alves Bezerra Santos, estão envolvidos no processo. A magistrada determinou a indisponibilidade dos bens de todos os investigados e solicitou a difusão vermelha junto à Interpol para capturar aqueles que estão foragidos.
Na decisão, a juíza destacou a gravidade dos crimes e afirmou que Gusttavo Lima deu guarida a foragidos da Justiça, demonstrando “falta de consideração pela lei”. Entre os fugitivos mencionados estão José André da Rocha Neto e Asilia Sabrina Truta Rocha, que optaram por permanecer na Europa para evitar o retorno ao Brasil, segundo a magistrada.
A defesa de Gusttavo Lima, em nota, afirmou que a decisão judicial é injusta e que as medidas cabíveis já estão sendo adotadas para comprovar a inocência do cantor. O processo segue sob sigilo para garantir o andamento das investigações.

