Nesta segunda-feira (01), o Maranhão celebrou mais uma conquista no campo da educação. Segundo um levantamento do Ministério da Educação (MEC), cerca de 70% dos municípios maranhenses aderiram ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). Isso representa a participação de 151 municípios, um número que pode crescer ainda mais nos próximos dias. O Maranhão fica atrás apenas do Ceará, que conta com 72,8% de adesão.
“Mais uma notícia que nos enche de alegria. Estamos confiantes de que nos próximos dias esse número aumentará bastante, com a adesão ao Pacto de outros municípios maranhenses. Continuaremos firmes nessa luta para que os municípios sejam envolvidos cada vez mais nessa política educacional que muito tem a oferecer para o Maranhão e para o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão.
Até o momento, 1.988 municípios e 14 secretarias estaduais fazem parte desta política, que estará disponível para adesão até 31 de julho, através do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec).
A região Nordeste do Brasil lidera com o maior percentual de adesão ao Pacto, com 62,3% de participação, seguida pelas regiões Norte (42,4%), Sudeste (24,5%), Centro-Oeste (20,3%) e Sul (13,6%).
Sobre o Pacto EJA
O Pacto EJA visa erradicar o analfabetismo e aumentar o nível de escolaridade entre jovens, adultos e idosos. A iniciativa também busca ampliar a oferta de matrículas na educação de jovens e adultos nos sistemas públicos de ensino, incluindo aqueles privados de liberdade, e integrar a EJA à educação profissional.
O programa é coordenado pelo MEC e envolve uma colaboração entre a União, estados, Distrito Federal e municípios, contando ainda com a participação de diferentes ministérios, da Sociedade Civil Organizada, de organismos internacionais e do setor produtivo.
Com um investimento de mais de R$ 4 bilhões ao longo de quatro anos, o Pacto EJA espera gerar 3,3 milhões de novas matrículas, além de retomar o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), criado em 2003, oferecendo 900 mil vagas para estudantes e 60 mil bolsas para educadores populares.

